Prefácio

Na aldeia, aprendemos a falar nossa língua nativa, uze´egatu (a “fala boa”), que pertence à família linguística tupi-guarani e consagra nossa linguagem, onde criamos modos próprios de comunicação.  A uze´egatu  é capaz de “expulsar” o que está dentro de nós e fazer brotar verdades que afetam a nossa volta. Nestas miradas comunicativas deparei-me com a fala boa de Jota A. e direcionei o meu olhar para o seu traço permeado de gestos que ressignificam os nossos modos de vida. O seu discurso estabelece elos atemporais; o seu “alfabeto visual” põe em evidência o que dele migra: um artista que alerta o caos da Mãe Terra!

Seu cartoon é uma arte que descreve aspectos simbólicos capazes de evocar discussões sobre as vivências circulares da humanidade. Ao percorrermos a sua composição artística, é provável que ficaremos atônitos e impactados diante das imagens. Elas fazem uma mistura nos sentidos, ecoam vontades de diluir a fronteira que separa a humanidade da natureza.

A cada traço o artista explicita a angústia de uma Mãe que, em lágrimas, assiste a humanidade abortar a sua perfeição e sua existência. Silenciosa, ela sangra as violações em prol do progresso, e esse, cheio de mazelas, resiste no agora. É evidente que, a cada alvorecer, os ninhos desaparecem, as raízes desfincam, enquanto o concreto sobe e com ele, as frustrações.

É desenhado em cada página um alerta, que consagra o território de muitos corações para pulsarem no ciclo da cura, aquela que reconcilia a humanidade com a natureza, a criação com o divino, a matéria com o espírito.
Que possamos nos reconciliar dentro da unicidade para abandonarmos os vícios que distraem e que desviam o olhar da direção esplêndida que nos acolhe no seio da Mãe Terra.

Aliã Wamiri é educadora artística, produtora cultural, ilustradora e contadora de histórias. Faz parte da etnia indígena Guajajara, do Maranhão. Possui graduação em Educação Artística, pela Universidade Federal do Piauí, sendo também pós graduada, com especialização, em Educação Profissional pelo Instituto Federal do Piauí. É autora de projetos culturais e educativos. Foi curadora exposição visual “Ukair/Grafismo”, em 2016, pela lei de incentivo à cultura Rouanet em intercambio com Portugal. Foi curadora das exposições “Traços indígenas no universo infantil” e “Pingo de tinta na oka”, pela Secult-PI, em 2014; Realizou o projeto-pesquisa em artes visuais “Hapohu/ raiz grande”, em 2018 na Escola de Música para Todos, no Piauí.

Foi curadora da exposição “Grafismos Étnico-Urbanos”, em 2018, no Sesc Piauí; Autora e performer na intervenção “Guiháu-uhu/Rede grande”, em 2019, no Sesc Piauí; Realizou a curadoria da exposição “Eu Oca”, no Sesc Piauí, em 2019. Participou do Projeto Mekukradjá 2019-círculos de saberes no Itaú Cultural. Tem experiência na área de Arte- Educação voltados à cultura indígena, permitindo dialogar com a ancestralidade e contemporaneidade. Os seus trabalhos são voltados para o público infantil, infanto -juvenil, educadores e pesquisadores. Em seus projetos busca afirmar percursos de resistência étnica, interculturalidade e identidade.O seu ativismo propõe ainda criar narrativas  dialógicas relacionadas às sociedades indígenas, pretendendo diminuir os distanciamentos entre indígenas e não indígenas.



O Autor

Muito já me indagaram por que eu desenho cartuns e charges sobre o meio ambiente,  criticando derrubadas das árvores e poluição de rios e mares. Sempre achei que defender nossa casa fosse inerente a cada indivíduo que mora neste planeta. Para mim, é mais que natural defender o local onde vivo. Creio que esta atitude deve ser a prática diária de todos nós. Infelizmente, não é isso que acontece, e então surge a necessidade de fazer cada vez mais charges e cartuns que lembrem a outros seres humanos que a Terra é nossa casa e devemos fazer até o impossível para protegê-la, e que a natureza reage a cada agressão sofrida.

Dizem que a realização do homem só acontece quando ele tem um filho, lança um livro e planta uma árvore. Depois de 3 filhos, 4 livros e várias árvores plantadas, posso considerar-me um homem realizado - ou quase - pois só o sentirei plenamente quando pararem de agredir as matas, poluir os rios e conseguirem viver em harmonia com os homens, outros animais e o meio ambiente. Nestes 32 anos em que desenho, tem sido um enorme desejo fazer uma publicação com os meus melhores trabalhos sobre o tema meio ambiente. Ei-la!
Espero que gostem!

SOBRE O AUTOR

Jota A nasceu em Coelho Neto (MA) em 1969. Veio morar em Teresina (PI) em 1980. É jornalista-ilustrador, cartunista, artista plástico, designer gráfico e xilógrafo. Criador do Salão Medplan de Humor, trabalha como cartunista no Jornal O Dia desde 1988, onde faz diariamente uma charge e uma tirinha.

Publica semanalmente uma tirinha no caderno infantil Curumim e meia página de cartuns chamada Garatujas. É um dos chargistas mais premiados em salões de humor, com cerca de 170 prêmios em salões de humor no Brasil, Turquia e Portugal. Fez durante 3 anos charges para o site www.acessepiaui.com.br. Colaborou ainda com os jornais carioca O Pasquim21, Jornal do Brasil e os piauienses Correio Corisco e A Voz de Teresina, além das revistas Presença, Revestrés e Cadernos de Teresina. Criou, juntamente com outros cartunistas do Piauí, uma página dominical de humor chamada Folha da Mãe Joana, que circulou aos domingos no jornal O Dia, durante três anos, com cartuns, charges e textos de humor. Participou do projeto MSP+50, Maurício de Sousa por mais 50 artistas, desenhando o Chico Bento. Colaborou com o programa Feito em Casa, da TV Cidade Verde (SBT), com o Garatujas do Jota A.

Atualmente é editor do Curumim. Colabora com charges para o Greenpeace Brasil. Lançou, em 1997, o livro de cartuns Humor Todo o Dia, em 2005, Cara e Coroa, em 2012, Traço e Riso; e em 2020, As Premiadas do Jota A.  É sócio da Fundação Nacional de Humor e ministra palestras e cursos de desenho de humor em escolas e faculdades. É membro do Núcleo de Gravura e Pesquisa do Piauí – NUGRAPPI, e vice-presidente da União dos Artistas Plásticos do Piauí - UAPPI. Participa do canal de vídeo no You Tube chamado P.Q.P.: Papo, Quadrinhos e Participações. Faz animação 2D e torce pelo Flamengo!






Sebrae

Sebrae aposta na sustentabilidade como estratégia para o avanço dos pequenos negócios
Todas as atividades humanas, sejam elas industriais, comerciais ou agrícolas, impactam de alguma forma no meio ambiente. Como forma de minimizar esse impacto, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí, tem incentivado os pequenos negócios a adotar os princípios da sustentabilidade para uma gestão mais eficiente. 
A sustentabilidade é um tripé, cujos três pilares são: crescimento econômico, proteção ambiental e responsabilidade social. Para o Sebrae, sustentabilidade representa oportunidade, ganho de competitividade e inovação e investir nesse conceito deixou de ser apenas um diferencial para a empresa e passou a ser algo essencial aos negócios.
Por isso, a importância dos pequenos negócios terem a sustentabilidade intrínseca à sua missão, para que sejam cada vez mais competitivos, socialmente responsáveis, ecoeficientes e muito mais rentáveis. Entre as ações desenvolvidas pelo Sebrae no Piauí focadas na sustentabilidade estão consultorias do Programa Sebraetec, além do incentivo à cadeia produtiva de energias renováveis, como é o caso do Circuito Piauí Solar.


Consultorias Sebraetec melhoram o desempenho das empresas
O programa Sebraetec possibilita o acesso dos pequenos negócios a Serviços de Inovação e Tecnologia de forma subsidiada. O foco é a melhoria de processos e produtos, e a implantação de inovações com foco nas exigências do mercado.
No tocante à sustentabilidade, são ofertadas no âmbito do programa mais de 50 consultorias nas seguintes áreas: Água, Solo e Ar; Eficiência Energética; Gestão da Sustentabilidade; Resíduos; e Saúde e Segurança no Trabalho. 
Os serviços, que podem ser ofertados tanto para empresas localizadas na zona urbana como na zona rural, consistem em consultorias de organização e controle de estoque, certificação, planejamento e controle da produção, eficiência energética, licenciamento ambiental, saúde e segurança no trabalho, gestão hídrica e de resíduos, uso de energias alternativas, entre outros temas.


Empresas atendidas pelo Sebrae investem em práticas sustentáveis
Alguns exemplos de consultorias realizadas pelo Sebrae são de Racionalização da Produção, Redução de Desperdícios nos Pequenos Negócios e Programa Setorial da Qualidade, PSQ – Cerâmicas Vermelhas.
Uma das empresas beneficiadas com a consultoria Racionalização da Produção foi a Gugê Jeans, que tem sede na cidade de Campo Maior, na região norte do Estado. A Gugê foi atendida pelo Sebrae por meio do Projeto Moda, Inovação e Sustentabilidade, executado pela instituição. Com a consultoria, a empresa aumentou em quase 20% o volume de produção, trabalhando os pilares econômico e social da sustentabilidade, com redução do desperdício de matéria-prima e da mão de obra. Outra empresa beneficiada com as consultorias do Sebrae foi a Cerâmica Santa Maria, localizada em Teresina. Nessa empresa, atendida por meio do Projeto Cadeia da Construção Civil, foram realizadas as consultorias de Redução de Desperdícios nos Pequenos Negócios e Programa Setorial da Qualidade, PSQ – Cerâmicas Vermelhas, que é uma ferramenta que auxilia as empresas a produzirem dentro dos mais rigorosos padrões, agregando valor aos produtos, reduzindo perdas e aumentando a competividade.


Circuito Piauí Solar dissemina o uso de energias renováveis
Além de consultorias, o Sebrae no Piauí realiza ações para incentivar o investimento em energias renováveis, como é o caso do Circuito Piauí Solar, seminários itinerantes, focados em sustentabilidade, que aconteceram em várias cidades do Estado. 
O circuito foi realizado no âmbito do Projeto Inserção dos Pequenos Negócios na Cadeia de Energia Solar Fotovoltaica, executado pelo Sebrae no Piauí. O foco era destacar as oportunidades da cadeia de produtos e serviços de energia solar, contribuindo para poupar recursos naturais e diminuir os custos das empresas com energia elétrica.

Centro Sebrae de Sustentabilidade é referência para os pequenos negócios
O Centro Sebrae de Sustentabilidade, CSS, localizado em Cuiabá (MT), é a unidade de referência nacional do Sistema Sebrae neste tema. A missão do CSS é prospectar, gerar e disseminar conhecimentos e práticas em sustentabilidade, para que milhares de pequenos negócios, de todo o país, possam aproveitar as oportunidades emergentes do novo conceito e também se tornarem sustentáveis. 
O centro foi selecionado como um dos casos de sucesso do país no cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ODS, que compõem a Agenda 2030 da ONU, e da qual o Brasil é signatário junto a 192 países-membros. O Sebrae no Piauí atua como membro da Rede de Aceleradores dos ODS no Estado desde novembro de 2019.O prédio do CSS obedece aos princípios da construção sustentável, colecionando mais de dez títulos em premiações nacionais e internacionais. Além da construção em si, o centro se destaca por reunir 15 dimensões da sustentabilidade; publicações em formato de cartilhas, infográficos, guias e manuais; modelos de negócios; um Núcleo de Inteligência em Sustentabilidade, e mais de 40 casos de sucesso de empresas que fazem a sustentabilidade acontecer.

Projetos Sebrae